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Suas ações refletem no controle dessa doença que pode ser fatal para você e para o seu pet.

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3 Informe-se sobre a Leishmaniose.

O que é Leishmaniose?

A Leishmaniose é uma doença transmitida tanto aos cães quanto ao homem pela inoculação de um protozoário por meio da picada do inseto popularmente conhecido como mosquito-palha ou birigui, cientificamente chamado de Lutzomyia longipalpis.

Parece complicado? Vamos simplificar. Na prática, o protozoário denominado Leishmania parasita as células de defesa do organismo do cão ou do homem causando uma série de sintomas e levando a alterações em órgãos vitais. As crianças são as principais vítimas da Leishmaniose, que é uma doença crônica e, se não tratada, leva à morte em 90% dos casos.

Quais são os tipos de Leishmaniose?

Existem dois tipos de Leishmaniose:

  • A Tegumentar ou Cutânea
  • A Visceral ou Calazar

A tegumentar caracteriza-se por feridas na pele que podem, em estágios mais avançados, comprometer também as mucosas do nariz, da boca e da garganta. Já a Leishmaniose Visceral é uma doença sistêmica, que acomete vários órgãos internos, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea.

Como a Leishmaniose é transmitida?

A Leishmaniose pode ser transmitida para o cão e para o homem e ocorre somente por meio da picada do mosquito-palha.

Não existe a transmissão direta, sem a picada do mosquito, tanto entre seres humanos, entre cães ou dos cães para os seres humanos e vice-versa.

Leishmaniose no Brasil

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde (MS) de 2015 mostram que, em dez anos, o número de casos de Leishmaniose Visceral no Brasil reduziu 9%, passando de 3.597 casos, em 2005, para 3.289 casos, em 2015.

Com relação à Leishmaniose Tegumentar, nesse período houve a redução de 27%, passando de 26.685 casos, em 2005, para 19.395 casos, em 2015.

Casos de Leishmaniose Visceral por região:

  • Nordeste – 1.806
  • Sudeste – 538
  • Norte – 469
  • Centro-Oeste – 157
  • Sul – 5

Casos de Leishmaniose Tegumentar por região:

  • Norte – 8.939
  • Nordeste – 5.152
  • Centro-Oeste – 2.937
  • Sudeste – 1.762
  • Sul – 493

Leishmaniose no mundo

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Leishmaniose Visceral ou Calazar é endêmica em 62 países. São 500 mil novos casos em humanos a cada ano e cerca de 200 milhões de pessoas estão em risco em todo o mundo.




2 Aceite fazer o teste para diagnóstico da Leishmaniose se o veterinário sugerir.

Quais são os sinais clínicos da Leishmaniose?

Fotos: Dermatologia clínica de cães e gatos, Ton Willemse, página 42
Fotos: Dermatologia clínica de cães e gatos, Ton Willemse, página 42

Os sinais clínicos iniciais da Leishmaniose podem ser confundidos com o de muitas outras doenças, por isso o diagnóstico nem sempre é feito no primeiro momento.

Nos cães, pode ocorrer vômito, fraqueza, emagrecimento, acentuada queda de pelos, feridas de difícil cicatrização no focinho, orelhas e patas e um crescimento anormal das unhas. Mas há cães que não apresentam os sintomas e, mesmo assim, estão com a doença. Se forem picados pelo mosquito, eles darão continuidade ao ciclo da doença.

Nos seres humanos, pode acontecer febre prolongada e persistente, fraqueza, emagrecimento, baço aumentado e os sangramentos são comuns em casos crônicos e mais graves.

Como é o diagnóstico da Leishmaniose?

Quando o médico-veterinário tem a suspeita da Leishmaniose, são feitos exames para verificar a carga de parasitas na lesão por meio de raspagens e biópsias. O exame parasitológico é normalmente o primeiro a ser feito, por ser o mais rápido e de menor custo. Outros exames ajudam o diagnóstico, como o hemograma.

Também é possível realizar o Elisa (Ensaio Imunoenzimático) e a Imunofluorescência Indireta (IFI), que são exames sorológicos específicos.




1 Adote métodos de auxílio à prevenção da Leishmaniose.

Como prevenir a Leishmaniose em seu cão?

Estudos comprovam que a medida mais eficaz de prevenção da transmissão da Leishmaniose para o cão é pela proteção contra a picada do mosquito-palha, inseto transmissor da doença. Essa proteção é feita pelo uso de produtos veterinários que contêm substâncias com a propriedade de repelir o mosquito-palha. Alguns destes produtos causam também a morte desse inseto e controlam a população enquanto protegem o cão.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) preconizam a Deltametrina como princípio-ativo para o combate do mosquito. Ela age como repelente e inseticida do mosquito-palha.

Como prevenir a Leishmaniose em sua família?

A prevenção da transmissão da Leishmaniose em humanos é feita por meio de medidas que evitam as picadas do mosquito-palha e controlam a sua população.

As principais recomendações são colocar telas finas em portas e janelas de casa, retirar diariamente fezes dos animais, folhas e frutos em decomposição do quintal da casa, pois as larvas do mosquito-palha se desenvolvem em matéria orgânica decomposta, evitar a exposição ao mosquito, principalmente ao anoitecer e no início da noite, quando eles saem dos esconderijos para picar e têm sua maior atividade. Para quem mora em propriedades rurais, mais uma dica importante: manter o galinheiro e outros abrigos de animais limpos e afastados da casa.


Fontes: Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, OMS.

Mapa Leevre no Brasil

Leevre, uma
aliada contra
a Leishmaniose.

Leevre, uma aliada contra a Leishmaniose.